segunda-feira, 18 de março de 2013
Capitulo 7
Eu estava paralisado,o medo havia tomado conta de mim. Apenas fiquei ali parado olhando aqueles desgraçados à devorarem, e ela gritava numa mistura de dor e tristeza "FUJA!!!". Lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto ela fechava os olhos e se entregava ao seu destino. Me virei e corri, sem olhar pra trás, corri, não sei por quanto tempo, até que minhas pernas não pudessem mais se mover, então cai de joelhos ao chão, exausto e chorei.
Despertei, mais um grito, dessa vez mais alto. Sai correndo pra fora do apartamento de volta ao corredor, desci as escadas o mais rápido que pude, a luz do sol brilhava pela porta de entrada do hall. Minhas visão escureceu por um instante por causa do sol, então foi voltando aos poucos e eu pude ver de onde vinham os gritos.
Uma garota estava caída no meio da rua com as mãos segurando o tornozelo e gritava de dor e desespero. Provavelmente estava fugindo quando torceu o pé, agora porque diabos ela está sozinha eu não sei. Ela era jovem, aparentava ter uns vinte e poucos anos, cabelos loiros até os ombros, pele clara, olhos verdes, magra. Vestia calça jeans, all star, camiseta azul, apesar de não ser um bom momento para reparar isso, era uma linda mulher.
Duas daquelas coisas iam em sua direção como urubus em busca de um pedaço de carniça. Corri em sua direção, um deles à agarrou pela perna e já estava prestes a morde-la, mas antes disso chutei a cabeça daquela desgraçado como se fosse uma bola de futebol seu crânio podre explodiu em pedaços. O outro agora vinha pra cima de mim, girei o taco no ar e com um golpe certeiro como o de um rebatedor fazendo um Home Run estourei seus miolos.
Estendi minha mão para a garota.
- Já pode abrir os olhos, está tudo bem.
Ela abriu os olhos assustada e ao mesmo tempo surpresa, num instante estava prestes à morrer e num piscar de olhos um estranho está na sua frente lhe estendendo a mão.
- Vamos, pode segurar minha mão, prometo não tentar te morder.
Ela deu um pequeno sorriso sem graça, então segurou minha mão. Ajudei-a a levantar, ela andava com dificuldade por causa do pé machucado.
- O que aconteceu com seu pé?
Ainda meio assustada com toda aquela situação, respondeu com uma voz suave e fraca.
- Torci o pé enquanto tentava fugir.
Coloquei um de seus braços ao redor do meu pescoço apoiando-a em meu ombro e a conduzi até o prédio onde eu estava quando ouvi os gritos. No hall de entrada tinha um sofá velho e imundo, à coloquei sentada lá.
- Então, como se chama?
Ela me olhou e disse:
- Liza... Elizabeth.
- Prazer, Liza. Meu nome é John.
À propósito, não havia me apresentado antes, meu nome é John Walker.
- Como acabou nessa situação, fugindo de zumbis sozinha?
Ela ficou em silêncio por um instante, como se alguma memória viesse a sua mente, então falou.
- Eu...
Mas antes que ela começasse a contar sua história, um barulho vindo da rua começou a me incomodar, um som um tanto quanto familiar e que por sinal não era nada bom. Sai correndo até a porta da frente do prédio e parei na calçada de frente para o lado sul da rua. Olhei para Lisa, agora deitada no sofá repousando o seu pé machucado, olhei de volta para a rua, e a única coisa que consegui expressar naquele momento foi... "MERDA!!"
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